É claro que não podem ser só 7 as razões para visitar e fotografar o Porto. São tantas e tão boas que não era possível aqui e agora enumerá-las todas. É, por isso, que sugerimos “só” estas 7 que por si já justificam uma visita que é um deleite não só para fotógrafos como para toda gente. Mas (até aqui tem um “mas”), pode gostar tanto que corre o risco de ficar com vontade de vir para cá viver. Não seria o primeiro!!!

1 – As Pessoas
Portugal já há muito tempo que é reconhecido como um país que gosta de receber quem o visita, mas o Porto, ainda mais! O escritor Manuel de Sousa no seu livro Porto D’Honra salienta “… o forte bairrismo e a inexcedível hospitalidade.” Fotografar os portuenses são retratos para a vida.

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D. Manuela, proprietária de uma pequena e antiga mercearia na Rua Escura

2 – O Rio Douro
Nascido lá para terras de Espanha, entra em Portugal pela província de Trás-os-Montes e vai deixando a sua marca pelo caminho até à foz no oceano Atlântico. Traz com ele muitas histórias de lutas e conquistas e é a olhar para ele que o Porto nasceu e convive todos os dias.
É nas margens do Douro que se estende a mais característica e das mais belas zonas do Porto, a Ribeira. Fotografar o Rio Douro é uma corrente de inspiração.

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O Porto visto do miradouro da Serra do Pilar

3 – As Pontes
São seis as pontes que atravessam o Rio Douro e que ligam as margens das duas cidades vizinhas, o Porto e Gaia.
A começar na mais antiga, a ponte ferroviária de D. Maria Pia, projectada pelo Engº Gustave Eiffel (esse, o mesmo da torre de Paris), inaugurada em 1877 e desactivada e substituída pela ponte de S. João em 1991, passando pelas modernas pontes do Freixo e do Infante, pela fantástica e imponente ponte da Arrábida e terminando na icónica e singular ponte Luís I com os seus dois tabuleiros. É um festim para qualquer fotógrafo cuja tarefa mais difícil é ter coragem de parar de fotografar.

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Cruzeiro no rio Douro sob as pontes ferroviárias de D. Maria Pia e S. João

4 – A Arquitectura

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Edifício da sede da Vodafone no Porto

Há edifícios cuja arquitectura atravessam grande parte da história da cidade, desde a Torre da Rua de Baixo do séc XIII, na Ribeira, passando pelos inúmeros projectos da autoria do arquitecto italiano Nicolau Nasoni, tendo como mais emblemático sem dúvida a Igreja e Torre dos Clérigos, o Teatro Nacional de S. João construído no início do Sé. XX e projectado pelo Arquitecto português Marques da Silva, até às modernistas Casa da Música projectada pelo arquitecto holandês Rem Koolhaas, como parte do evento Porto Capital Europeia da Cultura em 2001, e a Sede da Vodafone, desenhado pelos arquitetos José António Barbosa e Pedro Guimarães, no top 20 dos escritórios criativos mais espetaculares do mundo (20 of the world”s most amazing creative offices), é todo um percurso que nos encanta e desvenda a rica história do Porto. Fazer um roteiro fotográfico só com motivos arquitectónicos já resultava numa grande estória.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5 – Os Parques e Jardins
O Parque da Cidade, o maior parque urbano de Portugal, que se estende até ao mar e é composto por uma paisagem sofisticada de lagos, flora e fauna variada, os jardins do Palácio de Cristal com múltiplos miradouros sobre a cidade e o rio, os magníficos jardins da Casa e Museu de Serralves, os românticos jardins da Cordoaria e Botânico, e tantos outros que não é possível enumerar aqui. Todos eles são pérolas para se fotografar.

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Jardim Botânico do Porto

6 – Os Monumentos

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A Sé do Porto à noite

É rica esta cidade do Porto também em monumentos como o ex-libris da cidade a Torre dos Clérigos com 75 metros de altura que se sobem pelos seus 240 degraus e donde se avistam esplendorosas vistas sobre quase toda a cidade, os vários trechos de muralhas medievais onde ainda existem algumas das antigas portas da cidade, a imponente catedral que domina a cidade, a luxuriante igreja de S. Francisco, a magnífica igreja de S. Clara, a quase desconhecida mas fantástica igreja e museu de S. Pedro de Miragaia, o Palácio da Bolsa com o seu mirabolante Salão Árabe, a Estação Ferroviária de S. Bento com o seu interior revestido com mais de 20.000 magníficos azulejos que retratam episódios marcantes da história de Portugal bem como trechos da vida do Séc XIX em Portugal,e tantos, tantos outros que só uma visita pausada à cidade permitirá conhecer. Qualquer um deles é uma atracção para qualquer fotógrafo que queira juntar a sua estória à história do Porto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7 – Os Miradouros
É para muitos, a mais bela cidade da Europa e das mais belas do mundo. Uma das razões que contribuem para essa convicção tem a ver com os seus múltiplos miradouros sobre a cidade e a partir dela. Da Serra do Pilar, na margem sul já em Gaia, a perspectiva que daí se desfruta é esplendorosa, talvez uma das imagens mais impressionantes sobre uma cidade que se pode ter. Do miradouro da Vitória avista-se todo o centro histórico, a ponte Luis I e a Serra do Pilar, e do Passeio das Virtudes o pôr-do-sol sobre o mar é inesquecível. E são só alguns dos muitos que por lá nos esperam. Quase que apetece dizer que a beleza é tanta que as câmaras fotográficas não precisam do fotógrafo.

Pictury Photo Tours - Jardins do Palácio de Cristal, Porto, Portugal
Miradouro dos Jardins do Palácio de Cristal

Porto, Can’t Miss It!

Fotos e texto:
José Manuel Santos

 

 

O que é que o famoso fotógrafo americano Trey Ratcliff diz sobre o Porto?

Porto Can’t Miss It!… Faça como o Trey Ratcliff e reserve um Passeio Fotográfico no Porto clicando aqui:

 

O que é que o meu querido amigo e famoso fotógrafo americano, Trey Ratcliff, disse sobre o Porto (e sobre mim e a Pictury Photo Tours!)

Last year, our 80 Stays tour around the world took us to beautiful Porto, Portugal! My friend Jose took us all around…

Publicado por Trey Ratcliff em Quarta-feira, 2 de maio de 2018

A Pictury Photo Tours está a atravessar fronteiras na companhia dos meus amigos fotógrafos Ugo Cei, de Itália, e Ralph Velasco, dos EUA, grandes fotógrafos e Photo Tour lideres internacionais que tiveram a amabilidade de me entrevistar recentemente.
Podem ouvir em baixo e seguir-nos em www.picturyphototours.com

TTIM 126 – José Manuel Santos in Porto

Primeiro Passeio Fotográfico da Pictury Photo Tours
1º Passeio Fotográfico no Porto da Pictury Photo Tours

Assim dita a canção do Sérgio Godinho, cantautor do Porto que muito admiro. A música faz parte da nossa vida, tem um efeito extraordinário no despertar de emoções e as palavras cantadas em Português são abençoadas.

Hoje escrevo com uma paz e um sentimento de que a partir de agora tudo vai correr bem. É uma sensação tão boa…

Ontem inauguramos oficialmente a Pictury Photo Tours, juntando um grupo de amigos para um pequeno passeio pelo Porto, aquele Porto de ruelas empedradas, estreitas e velhas que está lá sempre para nós e que sentimos o quanto gosta de ser partilhado. Começamos no Jardim das Virtudes, diferente a cada visita, mas onde nos sentimos sempre livres.

Próxima paragem, a Igreja de S. Pedro de Miragaia, com o seu magnífico retábulo, lindo! Fomos recebidos pela D Zulmira, a quem agradeço a generosidade e simpatia com que nos deu a conhecer todo o recheio desta igreja que vale bem a visita.

Agora vamos ser todos (quando digo todos são mesmo todos, porque eu e os nossos filhos também não sabíamos o que ia acontecer, foi tudo preparado pelo meu marido) surpreendidos (sempre gostou de surpreender e não perdeu o jeito…) pelo nosso guia. Temos uma sessão de um filme em 5D sobre o Porto que recomendo vivamente. É uma forma diferente e divertida de ver o Porto.

O passeio está quase a terminar. Vamos ainda percorrer uma rua tão estreita que termina numas escadas que dão para um pequeno largo onde só existem as portas de 3 casas, somos obrigados a voltar para trás. Muito curioso e invulgar.

Espera-nos um jantar no Espiga que é um espaço realmente simpático e com uma preocupação em promover iniciativas culturais que para mim é importante para a cidade e onde se come bem.

Terminamos o dia com a apresentação de um vídeo lindo (sei que sou suspeita, mas gosto mesmo muito) e testemunhos elogiosos de fotógrafos que conhecem o trabalho do meu marido. Obrigada a todos.

Para terminar, quero agradecer a todos os que estiveram presentes e aos ausentes que estão desde o inicio a “torcer” por nós.

Quero ainda dizer que, apesar de dar muito trabalho, tem sido para mim um prazer colaborar neste projecto que mesmo não sendo meu, tem todo o meu amor. Estarei sempre com toda a disponibilidade para vos receber com o meu maior sorriso.

Até sempre.

 

Maria José Dias

Era uma vez…preparem-se, vou tentar contar a nossa história de muitos anos a viajar pelo país, aquele que já foi tão profundo que não se via vivalma. Agora continua isolado, mas apesar de tudo, mais conhecido e acessível.

Espero que gostem e que tenham um embalo bom, pois não pode ser feito em poucas palavras, é que são muitos anos a dois.

Vamos lá então… Costumamos dizer: “Lembras-te quando éramos pequeninos e fomos à aldeia da Pena?” Sim, éramos, de facto, dois jovens e um dos nossos grandes prazeres era viajar pelo país, conhecê-lo para o podermos celebrar, como tão bem o foi nesses maravilhosos e inesquecíveis guias “As mais belas vilas e aldeias de Portugal” e “O Tempo e a Alma”.

Calcorreamos este Portugal, aquele que sabíamos que quando chegássemos não haveria ninguém como nós só a passear e mesmo os locais eram muito poucos,  sempre com “estórias” tão ricas e tão pobres, duras, mas apesar disso contadas com sorrisos doces em rostos gastos.

Conversavam connosco com uma generosidade que é tão Portuguesa, tão genuína, tão nossa. Mostravam-nos as suas preciosidades que são nestas paragens  as vacas, as ovelhas, as cabras e os cães, sempre os cães, porque esta gente aparentemente rude tem uma ligação muito forte com os seus animais e eles correspondem.

É muito difícil para um citadino perceber que aquele aldeão que não sabe ler, nem escrever, conhece todas as suas ovelhas e que todas têm um nome (para mim são todas iguais…não chega saber ler).

A Lenda

Há uma lenda que se conta nesta aldeia que me parece muito peculiar e que vos quero contar. A Pena fica perto de S. Pedro do Sul (Beira Alta) num “buraco” e a estrada de acesso, na altura, era em terra, imaginam como era difícil lá chegar, mas havia um desfiladeiro estreito que se podia fazer só a pé, muito perigoso, que ligava à aldeia vizinha de uma forma bem mais rápida. Nessa outra aldeia havia um cemitério (a Pena é tão pequena que não tem o seu próprio cemitério). Conta então a lenda que um dia morreu um dos poucos habitantes e os seus amigos resolveram levar o caixão em braços pelo desfiladeiro, acontece que se desequilibraram e caíram, claro que morreram. A partir desse dia o desfiladeiro ficou a ser conhecido como “o desfiladeiro do morto que matou o vivo”.

Apesar do nome, vale a pena fazê-lo com todo o cuidado, a vista é deslumbrante.

Hora de regresso a casa depois de mais um dia em cheio, o Porto espera por nós. Na altura o regresso era sempre feito pelo tabuleiro superior da ponte Luis I (mesmo não sendo o caminho mais rápido para chegar a casa), porque era imperdível e sempre diferente a “cascata S. Joanina”.

 

   Maria José Dias

Pictury Photo Tours