24 anos depois, regressamos à Aldeia Mágica de Drave, nas profundezas da Serra da Freita.

Da primeira vez, em 1996, visitamos esta encantadora aldeia integrados numa iniciativa do Moto Clube do Porto, que no Natal desse ano, decidiu oferecer um Cabaz de Natal ao casal Martins.

Estes eram os dois últimos habitantes da aldeia, momento que com certeza perdurará na memória de todos aqueles que nele participaram. E foram muitos

 

O início da jornada na Aldeia Mágica de Drave

Desta vez, a Pictury Photo Tours, Passeios Fotográficos em Portugal, reuniu a sua equipa e partiu à (re)descoberta de Drave.

Há muito tempo uma aldeia desabitada, mas que, pela fascinante beleza e mística que a envolve, atrai cada vez mais o interesse de amantes da natureza e do património português.

No entanto é preciso respeitar e preservar este referido património.

Mágica Aldeia de Drave
A equipa da Pictury na aldeia de Drave

Mais do que as imagens que podemos recolher e partilhar, nada se compara à experiência de sentir a cada momento o impulso de descoberta.

E sentimento acompanha-nos ao longo de todo o percurso para lá chegar.

Em 1996 fizemos a abordagem pelo sul, descendo desde o topo da serra por picadas empedradas de difícil acesso e sem qualquer sinalização.

Enfim, não havia internet nem gps no telemóvel, pelo que fomos tateando até que, a dada altura, ao desfazer uma das muitas curvas que íamos vencendo, aí estava ela, à nossa espera.

A verdade é que ainda hoje me arrepia a pensar neste momento!

Levamos as motos (de estrada!?!?), até onde foi possível, e a partir daí as últimas centenas de metros fizemos a pé.

Enfim , sentimos a cada passo que estávamos a entrar num mundo mágico e a construir uma estória que nos acompanharia toda a vida.

Drave-Aldeia-Mágica
Aldeia Mágica de Drave em 1996

A entrada grandiosa em Drave

Assim que atravessamos o riacho que circunda a aldeia e cruzamos os pilares que assinalam a entrada, olhamos para cima em direcção ao casario.

Assim, deixamos o olhar percorrer pelas montanhas envolventes e pelo majestoso céu que nos abençoava esta jornada.

Nós estávamos de facto a entrar “noutro mundo”, que podia ser em qualquer recôndito lugar do globo, mas era em Portugal (o tal, que tanto amo e que tão bem conheço!).

Talvez um dia, alguém com mais arte para a escrita se interesse em escrever a estória desses dias, o da viagem de reconhecimento e o da entrega do cabaz 3 semanas depois.

Em Junho de 2020, regressamos, mais velhos, mais maduros, se calhar mais contemplativos e na nossa missão de levarmos Portugal a todos, portugueses e estrangeiros, e levarmos todos a conhecer Portugal, também aquele que se calhar poucos ainda conhecem.

Juntamos toda a equipa da Pictury Photo Tours, e partimos a caminho de Drave.

No entanto. desta vez pelo caminho de nascente que parte da vizinha aldeia de Regoufe.

A Natacha Guevara e a Ana Almeida, nem faziam ideia da existência desta mágica aldeia, e tão pouco imaginavam o que iriam encontrar…

 

Scott-Kelby-Worldwide-Photowalk
Scott’s Kelby Worldwide Photowalk 2019

PASSEIO FOTOGRÁFICO WORLDWIDE PHOTOWALK – PORTO CAN’T MISS IT

Olá,
No 1º sábado de Outubro de cada ano, fotógrafos e entusiastas da fotografia em todo o mundo saem com as suas câmaras e encontram-se num local escolhido na sua cidade para passear, fazerem fotografia, novos amigos, socializar, ganhar prémios, e fazerem parte de uma grande causa enquanto participam na Scott Kelby’s Worldwide Photowalk®
Não interessa qual é o grau de especialização na fotografia ou o tipo de câmara ou telemóvel que usa para fazer parte do evento deste ano.
Junte-se a mim no Porto Can’t Miss It Worldwide Photowalk em 5 de Outubro às 16,00h nos Jardins de Nova Sintra (Águas do Porto) e venha daí (re)descobrir e fazer muitas e belas fotos para mais tarde recordar.
Inscrição é gratuita. O nº de inscrições é limitado.

Até lá!

José-Porto-Photographer
José Manuel Santos

O que é que o famoso fotógrafo americano Trey Ratcliff diz sobre o Porto?

Porto Can’t Miss It!… Faça como o Trey Ratcliff e reserve um Passeio Fotográfico no Porto clicando aqui:

Clique Aqui

 

O que é que o meu querido amigo e famoso fotógrafo americano, Trey Ratcliff, disse sobre o Porto (e sobre mim e a Pictury Photo Tours!)

Last year, our 80 Stays tour around the world took us to beautiful Porto, Portugal! My friend Jose took us all around…

Publicado por Trey Ratcliff em Quarta-feira, 2 de maio de 2018

A Pictury Photo Tours está a atravessar fronteiras na companhia dos meus amigos fotógrafos Ugo Cei, de Itália, e Ralph Velasco, dos EUA, grandes fotógrafos e Photo Tour lideres internacionais que tiveram a amabilidade de me entrevistar recentemente.
Podem ouvir em baixo e seguir-nos em www.picturyphototours.com

TTIM 126 – José Manuel Santos in Porto

Primeiro Passeio Fotográfico da Pictury Photo Tours
1º Passeio Fotográfico no Porto da Pictury Photo Tours

Assim dita a canção do Sérgio Godinho, cantautor do Porto que muito admiro. A música faz parte da nossa vida, tem um efeito extraordinário no despertar de emoções e as palavras cantadas em Português são abençoadas.

Hoje escrevo com uma paz e um sentimento de que a partir de agora tudo vai correr bem. É uma sensação tão boa…

Ontem inauguramos oficialmente a Pictury Photo Tours, juntando um grupo de amigos para um pequeno passeio pelo Porto, aquele Porto de ruelas empedradas, estreitas e velhas que está lá sempre para nós e que sentimos o quanto gosta de ser partilhado. Começamos no Jardim das Virtudes, diferente a cada visita, mas onde nos sentimos sempre livres.

Próxima paragem, a Igreja de S. Pedro de Miragaia, com o seu magnífico retábulo, lindo! Fomos recebidos pela D Zulmira, a quem agradeço a generosidade e simpatia com que nos deu a conhecer todo o recheio desta igreja que vale bem a visita.

Agora vamos ser todos (quando digo todos são mesmo todos, porque eu e os nossos filhos também não sabíamos o que ia acontecer, foi tudo preparado pelo meu marido) surpreendidos (sempre gostou de surpreender e não perdeu o jeito…) pelo nosso guia. Temos uma sessão de um filme em 5D sobre o Porto que recomendo vivamente. É uma forma diferente e divertida de ver o Porto.

O passeio está quase a terminar. Vamos ainda percorrer uma rua tão estreita que termina numas escadas que dão para um pequeno largo onde só existem as portas de 3 casas, somos obrigados a voltar para trás. Muito curioso e invulgar.

Espera-nos um jantar no Espiga que é um espaço realmente simpático e com uma preocupação em promover iniciativas culturais que para mim é importante para a cidade e onde se come bem.

Terminamos o dia com a apresentação de um vídeo lindo (sei que sou suspeita, mas gosto mesmo muito) e testemunhos elogiosos de fotógrafos que conhecem o trabalho do meu marido. Obrigada a todos.

Para terminar, quero agradecer a todos os que estiveram presentes e aos ausentes que estão desde o inicio a “torcer” por nós.

Quero ainda dizer que, apesar de dar muito trabalho, tem sido para mim um prazer colaborar neste projecto que mesmo não sendo meu, tem todo o meu amor. Estarei sempre com toda a disponibilidade para vos receber com o meu maior sorriso.

Até sempre.

 

Maria José Dias

Era uma vez…preparem-se, vou tentar contar a nossa história de muitos anos a viajar pelo país, aquele que já foi tão profundo que não se via vivalma. Agora continua isolado, mas apesar de tudo, mais conhecido e acessível.

Espero que gostem e que tenham um embalo bom, pois não pode ser feito em poucas palavras, é que são muitos anos a dois.

Vamos lá então… Costumamos dizer: “Lembras-te quando éramos pequeninos e fomos à aldeia da Pena?” Sim, éramos, de facto, dois jovens e um dos nossos grandes prazeres era viajar pelo país, conhecê-lo para o podermos celebrar, como tão bem o foi nesses maravilhosos e inesquecíveis guias “As mais belas vilas e aldeias de Portugal” e “O Tempo e a Alma”.

Calcorreamos este Portugal, aquele que sabíamos que quando chegássemos não haveria ninguém como nós só a passear e mesmo os locais eram muito poucos,  sempre com “estórias” tão ricas e tão pobres, duras, mas apesar disso contadas com sorrisos doces em rostos gastos.

Conversavam connosco com uma generosidade que é tão Portuguesa, tão genuína, tão nossa. Mostravam-nos as suas preciosidades que são nestas paragens  as vacas, as ovelhas, as cabras e os cães, sempre os cães, porque esta gente aparentemente rude tem uma ligação muito forte com os seus animais e eles correspondem.

É muito difícil para um citadino perceber que aquele aldeão que não sabe ler, nem escrever, conhece todas as suas ovelhas e que todas têm um nome (para mim são todas iguais…não chega saber ler).

A Lenda

Há uma lenda que se conta nesta aldeia que me parece muito peculiar e que vos quero contar. A Pena fica perto de S. Pedro do Sul (Beira Alta) num “buraco” e a estrada de acesso, na altura, era em terra, imaginam como era difícil lá chegar, mas havia um desfiladeiro estreito que se podia fazer só a pé, muito perigoso, que ligava à aldeia vizinha de uma forma bem mais rápida. Nessa outra aldeia havia um cemitério (a Pena é tão pequena que não tem o seu próprio cemitério). Conta então a lenda que um dia morreu um dos poucos habitantes e os seus amigos resolveram levar o caixão em braços pelo desfiladeiro, acontece que se desequilibraram e caíram, claro que morreram. A partir desse dia o desfiladeiro ficou a ser conhecido como “o desfiladeiro do morto que matou o vivo”.

Apesar do nome, vale a pena fazê-lo com todo o cuidado, a vista é deslumbrante.

Hora de regresso a casa depois de mais um dia em cheio, o Porto espera por nós. Na altura o regresso era sempre feito pelo tabuleiro superior da ponte Luis I (mesmo não sendo o caminho mais rápido para chegar a casa), porque era imperdível e sempre diferente a “cascata S. Joanina”.

 

   Maria José Dias

Pictury Photo Tours