Portugal, Lisboa e Madeira entre os melhores destinos turísticos do mundo

Portugal acolheu este sábado a cerimónia final dos World Travel Awards, pela primeira vez, para arrebatar em casa algumas das principais categorias, num recorde de 17 “Óscares” do turismo mundial.

Nem Estados Unidos, Brasil, Grécia ou Indonésia. Nem Nova Zelândia, Maldivas ou Espanha. Pela segunda vez consecutiva, Portugal foi eleito o Melhor Destino Turístico do Mundo, depois de, no ano passado, ter-se tornado o primeiro país europeu a conquistar esta distinção. Para Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, a renovação do prémio é um “sinal da capacidade de afirmação internacional de Portugal”. Em comunicado enviado às redacções, atribui a distinção ao “trabalho de todos os portugueses”.

Hit-The-Streets-Porto
The 1st Hit The Streets Porto group

Bem-Hajam! (Esta expressão é a minha preferida para agradecer, tão portuguesa e tão pouco utilizada).

Não posso deixar de escrever umas palavras depois deste passeio que apesar da chuva (e, se calhar, por isso) correu tão bem. Todos os participantes mantiveram a boa disposição e a alegria, como se estivesse um sol radioso. Senti que vale mesmo a pena, obrigada pela generosidade.

Espero que tenham gostado e que se mantenha como uma boa memória.

Estamos sempre aqui, disponíveis para partilhar os melhores momentos e as melhores fotografias que esta cidade velha e gasta, mas sempre tão bonita, proporciona.

Até sempre.

Maria José

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Group of the 1st Hit The Streets Porto

A rapaziada que participou no 1º Passeio Hit The Streets Porto, já um pouco cansada mas pronta para entrar no MiraJazz para a despedida e até ao próximo passeio fotográfico.

 

Primeiro Passeio Fotográfico da Pictury Photo Tours
1º Passeio Fotográfico no Porto da Pictury Photo Tours

Assim dita a canção do Sérgio Godinho, cantautor do Porto que muito admiro. A música faz parte da nossa vida, tem um efeito extraordinário no despertar de emoções e as palavras cantadas em Português são abençoadas.

Hoje escrevo com uma paz e um sentimento de que a partir de agora tudo vai correr bem. É uma sensação tão boa…

Ontem inauguramos oficialmente a Pictury Photo Tours, juntando um grupo de amigos para um pequeno passeio pelo Porto, aquele Porto de ruelas empedradas, estreitas e velhas que está lá sempre para nós e que sentimos o quanto gosta de ser partilhado. Começamos no Jardim das Virtudes, diferente a cada visita, mas onde nos sentimos sempre livres.

Próxima paragem, a Igreja de S. Pedro de Miragaia, com o seu magnífico retábulo, lindo! Fomos recebidos pela D Zulmira, a quem agradeço a generosidade e simpatia com que nos deu a conhecer todo o recheio desta igreja que vale bem a visita.

Agora vamos ser todos (quando digo todos são mesmo todos, porque eu e os nossos filhos também não sabíamos o que ia acontecer, foi tudo preparado pelo meu marido) surpreendidos (sempre gostou de surpreender e não perdeu o jeito…) pelo nosso guia. Temos uma sessão de um filme em 5D sobre o Porto que recomendo vivamente. É uma forma diferente e divertida de ver o Porto.

O passeio está quase a terminar. Vamos ainda percorrer uma rua tão estreita que termina numas escadas que dão para um pequeno largo onde só existem as portas de 3 casas, somos obrigados a voltar para trás. Muito curioso e invulgar.

Espera-nos um jantar no Espiga que é um espaço realmente simpático e com uma preocupação em promover iniciativas culturais que para mim é importante para a cidade e onde se come bem.

Terminamos o dia com a apresentação de um vídeo lindo (sei que sou suspeita, mas gosto mesmo muito) e testemunhos elogiosos de fotógrafos que conhecem o trabalho do meu marido. Obrigada a todos.

Para terminar, quero agradecer a todos os que estiveram presentes e aos ausentes que estão desde o inicio a “torcer” por nós.

Quero ainda dizer que, apesar de dar muito trabalho, tem sido para mim um prazer colaborar neste projecto que mesmo não sendo meu, tem todo o meu amor. Estarei sempre com toda a disponibilidade para vos receber com o meu maior sorriso.

Até sempre.

 

Maria José Dias

Uma das coisas que me apazigua porque me enche a alma é passear pelo Porto sem horas, sem destino e se calhar sem ter ainda uma ideia definida de onde quero ir.

Procuro fazê-lo sempre que posso, esta cidade está sempre lá para mim.

Cheguei cedo num dia de inverno soalheiro (no inverno a luz é sempre mais límpida) para mais um destes passeios à minha medida. Comecei pela “cascata S. Joanina” tão bem simbolizada pelo Carlos Tê que para mim é o melhor “cantador” (sim também se pode cantar com as palavras que se escrevem) do Porto e que homenageio com o titulo desta estória.

Não posso deixar de falar no Rui Veloso que canta do coração e que com o Carlos forma uma dupla imbatível.

Fiquei algum tempo parada de pescoço no ar a ver as roupas estendidas numa varanda e a imaginar como seria o dono das roupas, seria com certeza uma pessoa alegre e ousada, as
cores e os modelos das peças fizeram com que eu o pensasse.

Comecei a saber onde iria a seguir, ao Palácio da Bolsa, porque é mesmo um sitio onde vale sempre a pena ir, vemos sempre algo novo e parece mais bonito a cada nova visita.

Uma das salas que mais me encanta é a da entrada que é um pátio (pátio das nações) amplo, cheio de luz com um fantástico pé direito e que nos faz sorrir se pensarmos que simboliza a união dos povos. Apreciem bem e ganhem alento para continuar porque não vão ficar desiludidos. Todo o edifício é realmente bonito, mas prestem atenção à biblioteca, pequena mas bela. Agora respirem fundo, sugiro que fechem os olhos antes de entrar e os abram já dentro do salão árabe. Podem e devem soltar um “uau”! É impossível não expressar uma emoção ou várias. Lindo!

Saio, o sol está mais forte e a luz continua inspiradora…

Vou àquela que é para mim a igreja mais bonita do Porto, a de S. Francisco. É uma igreja do séc. XIV, gótica, uma preciosidade. No séc. XVI João Castilho desenhou a capela de S, João Baptista, mas foi no séc. XVIII que houve um conjunto de obras significativas que deram a este templo, sagrado pela sua beleza, o esplendor barroco preservado até aos dias de hoje. Quando entramos ficamos deslumbrados com o que vemos, parece coberta de ouro. Abençoada talha dourada.

Tenho pena, mas acabou a manhã e tenho fome. Entro num restaurante pequeno, acolhedor (com a pedra granítica à vista, o Porto no seu melhor), perguntam-me se estou sózinha , perante a resposta afirmativa dizem-me carinhosamente que não, que estou com eles e para estar á vontade, touché. Tão bem que comi.

Fome saciada tenho que regressar a casa…aproveito para desfrutar da marginal junto ao douro e depois o mar…este mar que todos os dias me acompanha e que como dizia a poetisa que mais admiro, Sophia de Mello Breyner, “só me arrependo dos dias que passei longe dele”.

 

    Maria José Dias

Pictury Photo Tours