O sol de inverno
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Da varanda estreita
sinto o sol invadir-me.
Com os olhos fechados
vejo esta bela cidade.
A torre,
de Teixeira de Pascoaes,
surge orgulhosa:
“O Porto espremido para cima”.

Descemos a preciosa escadaria ladeada de vitrais que nos conduz à rua. Vamos iniciar a nossa cruzada de turistas acidentais.

Primeira visita, a casa da fotografia em frente ao jardim com as “minhas” árvores que apesar de doentes, cresceram e ficaram formosas. Desfrutamos, de olhos bem abertos, de todas as
imagens expostas, porque valem a pena. Continuamos o nosso passeio calcorreando as ruas íngremes, sinuosas e cheias de história desta cidade rumo ao miradouro que é das virtudes, será, se calhar, pela deslumbrante vista.

Mas, para mim, o que mais me enche a alma é a maravilhosa escultura do mestre José Rodrigues ( tanta saudade…), cavalos e homens de/em ferro que tão bem simbolizam a beleza e a força destes tripeiros.

Paragem obrigatória na taberna Sto. António do Sr Vitor cuja simpatia é tão cativante que faz com que se coma ou beba mesmo sem fome ou sem sede. O passeio ainda não acabou,
esperam-nos umas velhas e gastas escadas que desembocam mesmo ao lado do largo de S. Domingos e onde se senta um personagem tão tipico que me brinda com uma frase bem humorada:” Que bom não haver elevador”.

Separação de grupo, sigo com as “benjamins”, rua das flores acima e mais uma paragem obrigatória na que é, talvez, a sala de chá mais charmosa e preciosa, como o nome indica, a
ourivesaria Aliança. Uma agradável e surpreendente conversa!

Estamos quase a terminar esta jornada, mas ainda vamos subir a rua dos clérigos, a da tal torre que falei no inicio e da qual não se consegue desviar o olhar, embora tenhamos mesmo que o
fazer para não perdermos todas as varandas de ferros retorcidos, uma obra-prima.

Tão bom! Amo finalmente esta cidade, que não sendo a minha, sinto, respiro e vivo como se fosse.

 

 Maria José Dias

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