Ryan, um simpático jovem sul coreano, tinha um sonho e veio a Portugal para o realizar. Queria surpreender a sua namorada Jolly com um pedido de casamento surpresa num local único no mundo e escolheu o Porto para o fazer. Mas, como não conhecia ainda a cidade, precisava de ajuda, e para isso contactou a Pictury Photo Tours para organizar um passeio fotográfico que culminasse com o pedido de casamento. Foi aí que o José Manuel entrou em cena e passou a ser cúmplice desta surpresa, propondo ao Ryan um itinerário que não levantasse suspeitas e terminasse na idílica Serra do Pilar, icónico miradouro sobre a cidade do Porto e o seu rio. O resto é história… em video!

Passeio Fotográfico Solidário pelas ruas do Porto com início às 15h na Praça da Liberdade, junto à estátua equestre de D. Pedro IV.

Vamos (re)descobrir a charmosa cidade do Porto, com o nosso olhar fotográfico ou só curioso, por ruas cheias de história e plenas de pormenores que nos encantam e, até às vezes, nos surpreendem.

Entre locais icónicos e outros menos conhecidos, vamos por essa cidade fora e deixar-nos levar pelo seu encanto, de espírito aberto e, quem sabe, venhamos a ser surpreendidos com algum canto ou recanto que ainda não conhecemos.

No fim, para além de um punhado de belas fotos, vamos em paz com o espírito reconfortado por também termos contribuído para ajudar aqueles que precisam.

O nº de inscrições é limitado e obrigatório e o valor é de 2€ (+ 0,15€ referente aos custos da plataforma de gestão das inscrições).

Inscreva-se para assegurar a sua participação em:

https://weegoto.com/Events/LandingPage/passeiofotograficosolidario

As receitas líquidas deste evento revertem integralmente para a Operação Nariz Vermelho.

https://www.narizvermelho.pt/

 

Organização e Tour Líder: José Manuel Santos

Mary & Kin, um casal de Vancouver, Canada, queriam ver o  mais possível na sua curta passagem pelo Porto. Infelizmente a Mary tinha um problema no joelho que a condicionava a caminhar , sobretudo nas subidas. Mas nós não queríamos que eles perdessem esta oportunidade de conhecer bem e fotografar a cidade. Foi assim que sugerimos um “mix” de passeio fotográfico dividido em duas partes a primeira em TukTuk, onde percorremos os pontos mais altos e mais difíceis de alcançar a pé, e a segunda parte a pé (o nosso tradicional passeio fotográfico) por terrenos mais fáceis de calcorrear. Para isso, contamos com a preciosa ajuda e colaboração do Romeu da PorTuk, e em conjunto desenhamos um percurso que os nossos convidados adoraram e que lhes permitiu ver, conhecer e fotografar inúmeros pontos de interesse da cidade no pouco tempo que dispunham.Porto Photo Tour TukTuk mix

Visitamos os mais impressionantes miradouros, vimos inúmeros exemplos de arte de rua, apreciamos os famosos azulejos da igreja do Carmo de da Estação de S. Bento, percorremos as antigas e coloridas ruas do centro histórico, tomamos um delicioso café numa esplanada a olhar para o rio Douro, ainda passamos pela Arcádia para provar o melhor chocolate do Porto, comemos um pastel de nata pelo caminho, e acabamos à porta do magnífico Café Majestic, onde os nossos convidados ficaram para um merecido almoço.

Porto Photo Tour TukTuk mix
Esta experiência foi um sucesso e ultrapassou completamente as expectativas de todos. É por isso que vamos criar em parceria com Portuk um programa específico com estas características e dessa forma poder oferecer itinerários mais abrangentes e confortáveis para pessoas de todas as idades que permitirá chegar a ainda mais belos locais para fotografar servidos de um transporte castiço, versátil e divertido.

Porto Photo Tour TukTuk mix

 

1 ano depois, dá-se lugar ao reencontro de dois Josés, o Santos (eu) e o Castelo, o homem da cascata da Ilha do Sr. Doutor, na Rua de S. Vitor (a que tem o maior número de ilhas na cidade do Porto). O momento é surpreendente, mesmo para mim, porque não estava à espera de reencontrar esta simpática figura com um visual tão diferente!

Hit-The-Streets-Porto
The 1st Hit The Streets Porto group

Bem-Hajam! (Esta expressão é a minha preferida para agradecer, tão portuguesa e tão pouco utilizada).

Não posso deixar de escrever umas palavras depois deste passeio que apesar da chuva (e, se calhar, por isso) correu tão bem. Todos os participantes mantiveram a boa disposição e a alegria, como se estivesse um sol radioso. Senti que vale mesmo a pena, obrigada pela generosidade.

Espero que tenham gostado e que se mantenha como uma boa memória.

Estamos sempre aqui, disponíveis para partilhar os melhores momentos e as melhores fotografias que esta cidade velha e gasta, mas sempre tão bonita, proporciona.

Até sempre.

Maria José

Hit-The-Streets-Porto-Valerie-Jardin
Group of the 1st Hit The Streets Porto

A rapaziada que participou no 1º Passeio Hit The Streets Porto, já um pouco cansada mas pronta para entrar no MiraJazz para a despedida e até ao próximo passeio fotográfico.

 

Primeiro Passeio Fotográfico da Pictury Photo Tours
1º Passeio Fotográfico no Porto da Pictury Photo Tours

Assim dita a canção do Sérgio Godinho, cantautor do Porto que muito admiro. A música faz parte da nossa vida, tem um efeito extraordinário no despertar de emoções e as palavras cantadas em Português são abençoadas.

Hoje escrevo com uma paz e um sentimento de que a partir de agora tudo vai correr bem. É uma sensação tão boa…

Ontem inauguramos oficialmente a Pictury Photo Tours, juntando um grupo de amigos para um pequeno passeio pelo Porto, aquele Porto de ruelas empedradas, estreitas e velhas que está lá sempre para nós e que sentimos o quanto gosta de ser partilhado. Começamos no Jardim das Virtudes, diferente a cada visita, mas onde nos sentimos sempre livres.

Próxima paragem, a Igreja de S. Pedro de Miragaia, com o seu magnífico retábulo, lindo! Fomos recebidos pela D Zulmira, a quem agradeço a generosidade e simpatia com que nos deu a conhecer todo o recheio desta igreja que vale bem a visita.

Agora vamos ser todos (quando digo todos são mesmo todos, porque eu e os nossos filhos também não sabíamos o que ia acontecer, foi tudo preparado pelo meu marido) surpreendidos (sempre gostou de surpreender e não perdeu o jeito…) pelo nosso guia. Temos uma sessão de um filme em 5D sobre o Porto que recomendo vivamente. É uma forma diferente e divertida de ver o Porto.

O passeio está quase a terminar. Vamos ainda percorrer uma rua tão estreita que termina numas escadas que dão para um pequeno largo onde só existem as portas de 3 casas, somos obrigados a voltar para trás. Muito curioso e invulgar.

Espera-nos um jantar no Espiga que é um espaço realmente simpático e com uma preocupação em promover iniciativas culturais que para mim é importante para a cidade e onde se come bem.

Terminamos o dia com a apresentação de um vídeo lindo (sei que sou suspeita, mas gosto mesmo muito) e testemunhos elogiosos de fotógrafos que conhecem o trabalho do meu marido. Obrigada a todos.

Para terminar, quero agradecer a todos os que estiveram presentes e aos ausentes que estão desde o inicio a “torcer” por nós.

Quero ainda dizer que, apesar de dar muito trabalho, tem sido para mim um prazer colaborar neste projecto que mesmo não sendo meu, tem todo o meu amor. Estarei sempre com toda a disponibilidade para vos receber com o meu maior sorriso.

Até sempre.

 

Maria José Dias

Hoje vamos fazer um passeio tão bonito e tão tentador que é irresistível.
Saímos cedo de casa em direcção ao Porto, estacionamos o carro no parque junto à igreja de S Francisco (já falei nesta verdadeira pérola). O nosso programa é irmos de eléctrico até ao passeio alegre na foz e fazer o percurso inverso a pé (é uma caminhada que vale mesmo a pena, vimos embalados pelo mar e depois pelo rio).
O eléctrico é antigo, mas está recuperado, o que faz com que nos transporte de uma forma confortável. A viagem é bonita e conseguimos ver o que nos rodeia calmamente, porque circula devagar. É para mim um gosto ver o movimento de pessoas que entram e saem, turistas, mas também muitos tripeiros com a sua genuína forma de ser e de estar, vale a pena apreciar. Chegamos ao jardim do passeio alegre que acho um dos jardins mais bonitos da cidade, não só por estar junto ao mar, mas também pelo seu desenho e pelas belas fontes. O conjunto de árvores é magnífico, costumamos dizer que as árvores morrem de pé, mas estas são de certeza imortais, estão sempre tão luxuriantes.
Comecemos a nossa caminhada junto ao mar seguindo o recorte da foz do rio Douro. Este percurso é mesmo fotogénico, ouvem-se dezenas de clics. Do nosso lado direito temos o mar, do lado esquerdo o velho casario, algum recuperado e bem, pois a traça mantém-se, como devia ser sempre. Chegamos ao Farol de S. Miguel que é um primitivo farol Português, classificado como imóvel de interesse público no cais do marégrafo. É o primeiro edifício puramente renascentista datado em Portugal e um dos mais antigos da Europa. Mais à frente eis que nos surge um anjo que parece que nos vai abraçar com todo o carinho (e como são bons os abraços). Trata-se do Anjo Gabriel, uma obra soberba da escultora Irene Vilar, nascida em Matosinhos, que dedicou grande parte da sua obra à cidade do Porto. Esta é talvez a sua obra mais emblemática, dedicada à cidade, inaugurada em 2001 e que, segundo a autora “trazia a boa esperança à cidade do Porto”, Salvé quem vier por bem!
Paremos, respirem fundo e abram o coração. Esta paisagem é única e deslumbrante. Conseguimos ver o rio a entrar no mar, a força e o volume da água em correntes opostas. À nossa frente temos o que é para mim um dos meus locais naturais preferidos da cidade e que por isso dá nome ao texto: o cabedelo.
Este local é mágico. Trata-se de uma língua de areia que entra pela água dentro e que me traz maravilhosas recordações de infância. Pés descalços, correr na areia, aquela sensação infantil, tão boa, de liberdade e de pura felicidade. Aquela areia é para mim diferente de todas as outras, mais macia, mais branca. Era um passeio que fazia acompanhada pelo meu pai e pelo meu padrinho (de quem tenho tantas saudades) e que me deixavam ser criança. Íamos num barquinho para a outra margem, o que já era uma festa (tenho um verdadeiro fascínio por barcos, por andar em cima da água), e caminhávamos até descer para a areia, passávamos horas a brincar, a ver as aves, a usufruir sem pressas. Falta falar da minha irmã mais velha que fazia com que este verdadeiro regalo fosse ainda mais especial. Ainda hoje só de olhar para o cabedelo, qualquer tristeza se desvanece.

Reserva natural do Cabedelo
Estuário Do Douro Local Nature Reserve

Toda a envolvente deste anjo protector merece uma demorada atenção. Vamos continuar o passeio. Há uma passagem com uma pequena ponte que é um santuário para quem gosta de aves, nos nossos dias é possível ver espécies que há uns anos atrás não se viam, talvez devido às alterações climáticas de que tanto se fala e a que todos devem merecer uma reflexão. Do nosso lado esquerdo há um edifício muito bonito mas muito degradado que julgo pertencer ao ministério da defesa, merecia ser recuperado, uma pena. Ao nosso lado, lembrem-se que caminhamos junto ao rio, há uma barraquinha com umas mesas onde estão sempre alguns velhos (gosto desta palavra, uso-a com todo o respeito) a jogar cartas, vale a pena parar e ouvir um pouco as conversas, são todos simpáticos e disponíveis, quem sabe se não terão uma boa história para contar. Estamos quase a chegar à ponte da Arrábida, cujo arco é uma bela obra de engenharia. É possível fazer uma escalada pelo interior do arco, recomendo aos mais aventureiros. Aqui existe um dos restaurantes do Porto que mais gosto, pela comida, simpatia do pessoal e, sobretudo pela estonteante localização.
O rio faz uma curva fechada, as duas margens têm uma série de pormenores que merecem a nossa atenção. De repente, lá está ela, a maravilhosa ponte Luís I, ai tão linda! Até lá chegarmos acompanha-nos o velho casario que se estende até ao mar (como diz Carlos Tê, tão bem cantado pelo Rui Veloso, de quem não me canso de falar, porque eles merecem, enchem-nos a alma).
É este Porto que se sente nas entranhas e que nos comove sempre. Nunca nos cansamos de viver e sentir esta cidade e de todas as vezes ficamos mais agradecidos!

 

   Maria José Dias

Pictury Photo Tours

Uma das coisas que me apazigua porque me enche a alma é passear pelo Porto sem horas, sem destino e se calhar sem ter ainda uma ideia definida de onde quero ir.

Procuro fazê-lo sempre que posso, esta cidade está sempre lá para mim.

Cheguei cedo num dia de inverno soalheiro (no inverno a luz é sempre mais límpida) para mais um destes passeios à minha medida. Comecei pela “cascata S. Joanina” tão bem simbolizada pelo Carlos Tê que para mim é o melhor “cantador” (sim também se pode cantar com as palavras que se escrevem) do Porto e que homenageio com o titulo desta estória.

Não posso deixar de falar no Rui Veloso que canta do coração e que com o Carlos forma uma dupla imbatível.

Fiquei algum tempo parada de pescoço no ar a ver as roupas estendidas numa varanda e a imaginar como seria o dono das roupas, seria com certeza uma pessoa alegre e ousada, as
cores e os modelos das peças fizeram com que eu o pensasse.

Comecei a saber onde iria a seguir, ao Palácio da Bolsa, porque é mesmo um sitio onde vale sempre a pena ir, vemos sempre algo novo e parece mais bonito a cada nova visita.

Uma das salas que mais me encanta é a da entrada que é um pátio (pátio das nações) amplo, cheio de luz com um fantástico pé direito e que nos faz sorrir se pensarmos que simboliza a união dos povos. Apreciem bem e ganhem alento para continuar porque não vão ficar desiludidos. Todo o edifício é realmente bonito, mas prestem atenção à biblioteca, pequena mas bela. Agora respirem fundo, sugiro que fechem os olhos antes de entrar e os abram já dentro do salão árabe. Podem e devem soltar um “uau”! É impossível não expressar uma emoção ou várias. Lindo!

Saio, o sol está mais forte e a luz continua inspiradora…

Vou àquela que é para mim a igreja mais bonita do Porto, a de S. Francisco. É uma igreja do séc. XIV, gótica, uma preciosidade. No séc. XVI João Castilho desenhou a capela de S, João Baptista, mas foi no séc. XVIII que houve um conjunto de obras significativas que deram a este templo, sagrado pela sua beleza, o esplendor barroco preservado até aos dias de hoje. Quando entramos ficamos deslumbrados com o que vemos, parece coberta de ouro. Abençoada talha dourada.

Tenho pena, mas acabou a manhã e tenho fome. Entro num restaurante pequeno, acolhedor (com a pedra granítica à vista, o Porto no seu melhor), perguntam-me se estou sózinha , perante a resposta afirmativa dizem-me carinhosamente que não, que estou com eles e para estar á vontade, touché. Tão bem que comi.

Fome saciada tenho que regressar a casa…aproveito para desfrutar da marginal junto ao douro e depois o mar…este mar que todos os dias me acompanha e que como dizia a poetisa que mais admiro, Sophia de Mello Breyner, “só me arrependo dos dias que passei longe dele”.

 

    Maria José Dias

Pictury Photo Tours